No último sábado (28), a Secretaria de Mulheres do PSB da Bahia realizou o *Encontro Março Mulher Socialista*, reunindo lideranças, militantes e representantes de movimentos sociais para debater dois temas centrais na agenda feminista do partido: o enfrentamento ao feminicídio e a ampliação da presença das mulheres nos espaços de poder e decisão.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que, somente em 2025, 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio no país — um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Desde a tipificação da Lei do Feminicídio, em março de 2015, mais de 13,7 mil mulheres foram assassinadas exclusivamente por sua condição de gênero.
Os registros oficiais, produzidos pelas polícias civis de todo o Brasil, consideram feminicídio os crimes cometidos em razão da condição de sexo feminino, seja no âmbito da violência doméstica e familiar, seja em situações de menosprezo ou discriminação contra a mulher.
Lídice da Mata: combate à misoginia começa no ambiente digital
Presidente do PSB da Bahia e relatora de um projeto de lei na Câmara Federal, a deputada Lídice da Mata (PSB-BA) destacou a importância da aprovação da proposta que tipifica o chamado discurso red pill como crime de misoginia. A matéria, de autoria da deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP), representa um avanço na prevenção da violência de gênero.
“Assumi com muito orgulho a relatoria do projeto de Sâmia Bonfim que tipifica o discurso red pill como crime de ódio contra mulheres. Precisamos combater em todas as esferas todas as práticas de agressões contra nós mulheres. E a aprovação da matéria é essencial porque atua em um momento anterior à consumação da violência física: a propagação do ódio contra as mulheres. A violência misógina no ambiente digital não se limita à internet — ao contrário, ela alimenta e estimula agressões concretas, entre elas os feminicídios”, afirmou a parlamentar.

Elisangela Araújo: sensibilização é ferramenta de transformação
A deputada federal Elisangela Araújo (PSB-BA) reforçou que a prevenção e a sensibilização da sociedade são caminhos indispensáveis para romper com a cultura machista e misógina que naturaliza a violência contra as mulheres no Brasil.

Luciana Mota: disputa de narrativa é também disputa política
Superintendente de Promoção e Inclusão Socioprodutiva da Secretaria de Proteção à Mulher da Bahia (SPM), Luciana Mota destacou o papel da comunicação na luta contra o feminicídio. “Nós estamos numa sociedade de imagens. E de que maneira é preciso usar isso a favor desses debates que a gente tem feito. É também uma disputa de comunicação, é também uma disputa de narrativa, é também uma disputa do olho no olho”, afirmou.
Marizete Pires: desconstruir o patriarcado é tarefa coletiva
A secretária de Mulheres do PSB de Salvador, Marizete Pires, celebrou o encontro e a necessidade de envolver toda a sociedade no enfrentamento à violência de gênero. “É de grande importância estar debatendo uma situação que tem exterminado mulheres. Então, há uma necessidade de homens, mulheres, crianças, todos nós, comunidade, população, saber sobre isso e, principalmente, desconstruir esse sistema patriarcal machista e nocivo. Então, o debate está sendo muito bom e é importante para nós estarmos sempre fazendo esse enfrentamento”, declarou.

Luciana Cruz: lugar de mulher é onde ela quiser
A secretária de Mulheres do PSB da Bahia, Luciana Cruz, agradeceu a presença dos participantes no encontro com um chamado à organização coletiva e à resistência permanente. “Passando para agradecer a todos e todas que contribuíram para o sucesso coletivo do nosso Março Mulher Socialista. A presença e participação de cada um foram fundamentais para fortalecer esse momento tão importante de escuta, aprendizado e união. Seguimos firmes, dando continuidade aos debates e à preparação, com o objetivo de qualificar, instruir e fortalecer cada mulher diante dos desafios diários — seja no trabalho, na comunidade ou em qualquer espaço que ocupamos. Porque lugar de mulher é onde nós quisermos! Parem de nos matar!”, concluiu.
